Cristiano Ronaldo abandonou o gramado nos minutos finais da vitória do Al Nassr por 1 a 0 e vomitou no vestiário após apresentar mal-estar durante a partida. O episódio reacende discussões sobre o histórico de problemas de saúde do astro português, que aos 39 anos acumula diversos incidentes similares ao longo da carreira.
O atacante deixou o campo visivelmente debilitado antes do apito final, sendo substituído pelo técnico Luís Castro. Nos vestiários, Ronaldo apresentou vômitos e precisou de acompanhamento médico, embora tenha sido liberado posteriormente sem maiores complicações.
Padrão de episódios recorrentes
A análise do SportNavo sobre a carreira de CR7 revela pelo menos seis episódios documentados de mal-estar em campo desde 2016. O mais marcante ocorreu na final da Eurocopa 2016, quando o jogador saiu chorando aos 25 minutos após lesão no joelho contra a França, mas retornou ao banco visivelmente emocionado e debilitado.
Na Juventus, Ronaldo passou mal durante o aquecimento antes da partida contra o Milan em janeiro de 2021, apresentando sintomas de náusea e tontura. O episódio foi atribuído pela equipe médica italiana à combinação de jet lag e desidratação após viagem internacional.
Durante a Copa do Mundo de 2022 no Qatar, o português mostrou sinais de fadiga extrema na derrota para o Marrocos, quando foi flagrado pelas câmeras com respiração ofegante e aparente mal-estar nos minutos finais da eliminação lusitana.
Fatores fisiológicos em análise
Especialistas em medicina esportiva apontam três causas principais para esses episódios recorrentes. A desidratação representa o fator mais comum, especialmente em climas áridos como o da Arábia Saudita, onde Ronaldo atua há dois anos pelo Al Nassr.
A pressão psicológica também influencia diretamente as respostas fisiológicas. Ronaldo mantém padrões de exigência extremamente elevados, com média de 0,8 gols por jogo no Al Nassr e rotina de treinos que inclui até 3.000 abdominais diários, segundo dados da preparação física do clube saudita.
O acúmulo de viagens internacionais representa outro elemento crítico. Apenas em 2024, Ronaldo percorreu mais de 180 mil quilômetros entre jogos do Al Nassr, convocações da seleção portuguesa e compromissos comerciais, conforme levantamento da assessoria do jogador.
Impacto no rendimento técnico
Os números mostram correlação entre esses episódios e quedas temporárias de performance. Após o mal-estar na Juventus em 2021, Ronaldo passou quatro jogos sem marcar gols, a maior sequência negativa daquela temporada italiana.

No Al Nassr, a situação se repete com menor intensidade. Ronaldo tem média de 1,2 gols por partida quando atua os 90 minutos completos, contra 0,6 quando sai antes do final devido a substituições técnicas ou problemas físicos.
A preparação física também sofre ajustes constantes. O departamento médico do Al Nassr implementou protocolo específico com hidratação reforçada 4 horas antes dos jogos e monitoramento cardíaco contínuo durante treinos e partidas, medidas inexistentes no início da passagem de Ronaldo pelo futebol saudita.
O próximo compromisso do Al Nassr acontece na quinta-feira contra o Al Hilal, no clássico de Riad válido pela liga saudita. A participação de Ronaldo dependerá dos exames médicos complementares programados para esta terça-feira na sede do clube.

