O Atlético-MG registrou 15 finalizações contra apenas 8 do Coritiba, mas saiu derrotado por 2 a 0 na Arena da Baixada neste domingo (19). O time mineiro teve 58% de posse de bola e criou cinco grandes chances, mas não conseguiu transformar o volume ofensivo em gols.
Eduardo Martínez reconheceu que a equipe dominou territorialmente, mas falhou na definição. O técnico argentino destacou que o Galo finalizou 9 vezes no alvo contra 4 do adversário, porém o goleiro Alex Muralha foi decisivo com pelo menos três defesas importantes.
Números mostram ineficiência na área
Segundo apuração do SportNavo, o Atlético-MG acumulou 23 ataques perigosos contra 11 do Coritiba. A equipe de Martínez chegou à área adversária em 31 oportunidades, mas converteu apenas duas em grandes chances de gol.
Os dados do primeiro tempo revelam o problema: foram 8 finalizações do Galo contra 2 do time paranaense, com posse de bola de 62% para os mineiros. Mesmo assim, o placar estava empatado em 0 a 0 no intervalo.
No segundo tempo, a situação se repetiu. O Atlético-MG finalizou 7 vezes, enquanto o Coritiba acertou duas tentativas que resultaram nos gols da vitória aos 23 e 34 minutos da etapa final.
Martínez cobra maior exigência do elenco
Em coletiva pós-jogo, o treinador foi direto sobre as deficiências do time. Martínez pediu maior cobrança interna entre os jogadores e assumiu responsabilidade pelas escalações.
"Hoje falei com os jogadores que continuarei exigindo o máximo que eu posso, porque sei que eles podem entregar mais, mas preciso que eles também exijam mais de mim, para que eu possa resolver melhor as situações, para decidir melhor as escalações"
O técnico revelou que mudou a escalação de última hora baseado nos treinos da semana. Os jogadores que iniciaram o jogo foram escolhidos pela intensidade demonstrada nos treinamentos, onde chegaram a discutir por jogadas durante os trabalhos.
Martínez explicou que o critério foi "pensando mais no que precisávamos nesse jogo", mas admitiu que a estratégia não funcionou diante de um Coritiba bem postado defensivamente.
Impacto emocional após segundo gol
O treinador analisou que a equipe sofreu um abalo psicológico após sofrer o segundo gol aos 34 minutos. Até aquele momento, o Atlético-MG pressionava em busca do empate e criava as melhores oportunidades.
"Eu sinto que é normal uma queda emocional depois de como foi o segundo gol, de tanto insistir, não conseguir. Estávamos próximos do resultado, que era um gol, jogando no campo rival toda hora, ameaçando a área todo o tempo"
O argentino destacou que o adversário "começou a fazer a linha de cinco na zaga" para se proteger, mas mesmo assim o Galo criou situações claras nos últimos 15 minutos do primeiro tempo.
Próximos desafios exigem evolução rápida
Com a derrota, o Atlético-MG perdeu posições importantes na tabela do Brasileirão. A equipe precisa corrigir rapidamente os problemas de finalização para não comprometer a sequência da temporada.
O próximo desafio do Galo acontece nesta quinta-feira (23), às 19h, pela Copa do Brasil. Martínez terá poucos dias para ajustar o sistema ofensivo e melhorar a eficiência na área adversária.

