O Botafogo conseguiu respirar na zona de rebaixamento ao vencer o Mirassol por 2-1, em partida que ficou marcada mais pelas decisões controversas da arbitragem do que propriamente pelo futebol apresentado. A vitória, conquistada no Estádio Nilton Santos, tirou o alvinegro da 18ª posição e ampliou para sete jogos o jejum de vitórias do time paulista na competição.
Lances polêmicos definem o resultado
O primeiro tempo foi dominado pelas reclamações. Aos 23 minutos, Júnior Santos abriu o placar para o Botafogo em lance que gerou protestos do Mirassol. O atacante recebeu passe em posição limítrofe, mas o bandeira manteve a marcação de campo. Três minutos depois, o mesmo Júnior Santos perdeu chance clara ao chutar para fora com o gol vazio, desperdiçando oportunidade de ampliar a vantagem.
"Queria ter aproveitado melhor aquela chance. Foi uma falha minha que poderia ter custado caro ao time", explicou Júnior Santos após a partida.
O segundo tempo trouxe mais polêmica. Aos 15 minutos, Luiz Henrique foi derrubado na área em lance que o árbitro Flavio Rodrigues de Souza considerou simulação, aplicando cartão amarelo ao atacante botafoguense. A decisão irritou a comissão técnica alvinegra, que protestou veementemente na lateral do campo.
Mirassol empata mas perde oportunidades
O time paulista conseguiu o empate aos 31 minutos do segundo tempo, quando Gabriel bateu cruzado e a bola desviou no zagueiro Bastos antes de entrar. O gol reanimou o Mirassol, que passou a pressionar em busca da virada. Nos acréscimos, Dellatorre teve duas chances claras: primeiro cabeceou para fora após escanteio, depois chutou por cima do gol em contra-ataque rápido.
A reviravolta botafoguense veio aos 47 minutos, quando Tiquinho Soares converteu pênalti assinalado após entrada dura de Rodrigo em Luiz Henrique dentro da área. O lance gerou nova reclamação do técnico Mozart, que considerou o contato insuficiente para a marcação da penalidade máxima.
Bastidores financeiros pesam na decisão
A vitória representa alívio financeiro significativo para o Botafogo. Com a saída do Z-4, o clube evita a primeira parcela de R$ 2,8 milhões em multas contratuais previstas em acordo firmado com investidores em janeiro. O contrato estabelece penalidades progressivas caso a equipe permaneça na zona de rebaixamento por mais de cinco rodadas consecutivas.
Para o Mirassol, o resultado compromete as projeções de acesso. O clube paulista, que investiu R$ 12 milhões na montagem do elenco para 2024, vê suas chances matemáticas de subir à Série A diminuírem a cada rodada sem vitória. A diretoria já estuda mudanças no comando técnico caso o jejum se estenda por mais duas partidas.
Próximos compromissos definem trajetórias
O Botafogo volta a campo na próxima terça-feira para enfrentar o Avaí, fora de casa, em partida que pode consolidar a saída definitiva da zona de rebaixamento. O Mirassol recebe o líder Novorizontino no sábado, em confronto direto que pode definir as pretensões de acesso do time de Mozart para o restante da temporada.

