O Brasil ocupa a incômoda posição de pior aproveitamento entre as dez primeiras seleções do ranking da FIFA, com apenas 46,7% de pontos conquistados nos últimos cinco jogos oficiais. A estatística, que considera duas derrotas, duas vitórias e um empate, expõe as fragilidades da equipe comandada por Carlo Ancelotti a menos de dois anos da Copa do Mundo de 2026.
Os números revelam uma realidade preocupante: enquanto o Brasil amarga derrotas para França (0-1) e Japão (1-2), conseguiu vencer apenas Coreia do Sul e Senegal, além de empatar com a Tunísia. O retrospecto contrasta drasticamente com seleções tradicionalmente consideradas menos favoritas, que apresentam aproveitamento superior no mesmo período analisado.
Espanha consolida favoritismo com campanha perfeita
No topo da hierarquia mundial, a Espanha mantém invencibilidade impressionante nos últimos cinco jogos, com quatro vitórias e um empate, totalizando 86,7% de aproveitamento. A seleção comandada por Luis de la Fuente venceu a Sérvia por 3 a 0 na última data FIFA, confirmando a consistência que a levou ao título da Eurocopa com campanha de sete vitórias em sete partidas.
A base espanhola, formada por jovens talentos como Lamine Yamal e um meio-campo técnico capaz de controlar o ritmo dos jogos, representa o modelo de estabilidade que falta ao Brasil. Segundo apuração do SportNavo, a manutenção de um padrão tático claro, aliada à reposição de peças sem queda brusca de rendimento, consolida a Espanha como principal favorita ao título mundial.

Argentina mantém competitividade apesar da renovação
A Argentina, segunda colocada no ranking FIFA, apresenta aproveitamento de 80% nos últimos cinco jogos, com quatro vitórias e uma derrota. Os atuais campeões mundiais venceram a Mauritânia por 2 a 1 na sexta-feira, mesmo com Messi começando no banco de reservas e entrando apenas no segundo tempo, quando o placar já marcava 2 a 0.
O contraste entre as duas principais potências sul-americanas fica evidente na abordagem tática e na preparação. Enquanto a Argentina mantém um processo gradual de renovação sem perder competitividade, liderando as Eliminatórias da América do Sul, o Brasil atravessa um período de instabilidade que se reflete nos resultados inconsistentes.
Derrota para França expõe limitações táticas
A péssima impressão deixada na derrota por 1 a 0 para a França, na quinta-feira (26), simboliza os problemas estruturais da seleção brasileira. Mesmo jogando boa parte do segundo tempo com um jogador a mais, após expulsão do adversário, a equipe de Ancelotti foi dominada taticamente e não conseguiu criar oportunidades claras de gol.
A análise do SportNavo sobre o desempenho recente indica que o Brasil chega ao ciclo final da preparação para a Copa de 2026 em condição menos estável que seus principais concorrentes. França e Inglaterra, outras candidatas ao título, apresentam aproveitamento superior a 70% no mesmo recorte temporal, evidenciando maior consistência nos resultados.
O ranking de jogadores de "primeira prateleira" ainda coloca o Brasil entre os líderes mundiais, com nomes como Alisson, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Raphinha e Vinicius Jr. No entanto, a qualidade individual não tem se traduzido em resultados coletivos satisfatórios, gerando preocupação entre torcedores e especialistas.
A próxima data FIFA, marcada para março de 2025, será crucial para o Brasil reverter a tendência negativa e recuperar a confiança antes do torneio mundial. As Eliminatórias da CONMEBOL seguem sendo o principal laboratório para Ancelotti testar formações e encontrar o equilíbrio necessário entre talento individual e organização coletiva.

