Quatro desfalques no Flamengo, três no Atlético-MG e dois treinadores que precisam reinventar a equipe em 90 minutos. O clássico interestadual deste domingo (26), às 20h30, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 13ª rodada do Brasileirão, vai testar a profundidade tática de Leonardo Jardim e Eduardo Domínguez num cenário de limitações reais.
Flamengo chega com a armação desmontada
Jardim não poderá contar com Paquetá (edema muscular na coxa esquerda), Erick Pulgar (contusão no ombro direito), Jorge Carrascal (suspenso pelo STJD) e De La Cruz, poupado em função do gramado sintético da Arena MRV. São quatro ausências que afetam diretamente a construção de jogo rubro-negra.
A provável escalação aponta para Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Pedro e Bruno Henrique. Com De La Cruz fora, Arrascaeta assume o papel de organizador central, o que abre espaço para Plata e Bruno Henrique explorarem as laterais com mais liberdade.
Segundo análise exclusiva do SportNavo, a ausência simultânea de Carrascal e De La Cruz retira do Flamengo suas duas principais opções de penetração pelo meio. Jardim terá que apostar num bloco mais compacto e explorar transições rápidas — algo que Pedro e Plata têm capacidade de executar.
Atlético-MG também entra incompleto
Domínguez perde Renan Lodi por suspensão e os meias Patrick e Índio, ambos em recuperação de lesão no joelho direito. A lateral esquerda e o meio-campo ganhador de segundas bolas ficam desfalcados ao mesmo tempo.
A provável escalação do Galo é Everson; Natanael, Ruan, Vitor Hugo, Alonso; Tomás Pérez, Alan Franco e Victor Hugo; Cuello, Reinier e Cassierra. O nome de Hulk aparece como opção no banco. Com Lodi fora, Alonso ou Pascini assumem a lateral esquerda — uma posição que será explorada pelo Flamengo no primeiro tempo.
O Galo ainda tem três jogadores pendurados: Alan Franco, Ivan Román e Lyanco. Qualquer cartão amarelo para esses atletas os tira da próxima rodada, contra o Cruzeiro. Domínguez terá que gerenciar esse risco ao longo dos 90 minutos.
O tabuleiro tático de Jardim e Domínguez
Leonardo Jardim chegou ao Flamengo como um técnico de perfil europeu, com preferência por linhas altas e pressão imediata após perda de bola. Sem De La Cruz e Carrascal para segurar a bola no meio, o português deve recuar o bloco e usar Jorginho como pivô defensivo, liberando Evertton Araújo para cobrir mais espaço.
Domínguez, por sua vez, construiu um Atlético-MG que funciona bem em transições. Com Reinier como meia enganche e Cuello e Cassierra nas pontas, o Galo tende a sentar atrás, compactar as linhas e sair em velocidade. A Arena MRV, com sua atmosfera intensa e gramado sintético — justamente o motivo da ausência de De La Cruz —, joga a favor do time da casa.
Segundo o técnico Eduardo Domínguez, o Atlético-MG tem o restante do elenco à disposição e vai em busca de se reencontrar no Brasileirão diante do Flamengo.
A avaliação do SportNavo aponta que o jogo tende a ser mais truncado do que o esperado num duelo entre os dois times. A falta de criadores de jogo nos dois lados favorece um confronto mais físico, onde a eficiência nos escanteios e nas bolas paradas pode ser decisiva. Pedro, artilheiro do Flamengo, e Cassierra, centroavante colombiano do Galo, se tornam as referências mais diretas nesse contexto.
O que está em jogo na 13ª rodada
O Flamengo entra na rodada buscando se aproximar da liderança do Brasileirão. Uma vitória na Arena MRV seria um resultado de alto impacto na tabela e nas redes sociais — o hashtag #FLAxCAM já movimentou mais de 180 mil tweets nas últimas 24 horas, segundo dados do X (antigo Twitter), sinalizando o tamanho do interesse digital pelo confronto.
O jogo será transmitido pelo SporTV (TV fechada) e Premiere (pay-per-view). A bola rola às 20h30, horário de Brasília, na Arena MRV, em Belo Horizonte. O Atlético-MG, caso vença, enfrenta o Cruzeiro na rodada seguinte — e precisará gerir com cuidado os três jogadores pendurados para não chegar desfalcado no clássico mineiro.








