A expulsão de JP na última rodada do Campeonato Brasileiro custou ao Vasco mais que uma derrota. Levantamento exclusivo do SportNavo revela que o meia acumula 14 cartões vermelhos em sua carreira profissional, gerando prejuízo estimado de R$ 2,8 milhões ao clube carioca entre multas contratuais, desfalques em jogos decisivos e custos de substituições no elenco. O jogador se desculpou publicamente pela expulsão, mas criticou duramente a arbitragem do uruguaio Hernan Heras nas redes sociais.
Histórico disciplinar preocupa diretoria cruz-maltina
Documentos internos do Vasco, obtidos com exclusividade, mostram que JP recebeu 47 cartões amarelos e 14 vermelhos desde 2018, quando iniciou sua trajetória no futebol profissional. O contrato do jogador, assinado em janeiro de 2024 por R$ 8,2 milhões válidos até dezembro de 2026, prevê multa de R$ 200 mil por cada expulsão que resulte em suspensão superior a dois jogos. Até o momento, o clube já descontou R$ 1,4 milhão do salário do atleta por infrações disciplinares.
"Peço desculpas ao clube, à torcida e aos meus companheiros. Mas a arbitragem hoje foi vergonhosa, principalmente do árbitro Hernan Heras"
A manifestação de JP nas redes sociais gerou nova reunião entre a comissão técnica e o departamento jurídico do Vasco. O regulamento interno do clube, reformulado em março deste ano, estabelece que críticas públicas à arbitragem podem resultar em suspensão interna de até três jogos, independente da punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O meia já havia sido advertido formalmente em duas ocasiões anteriores por declarações similares.
Impacto financeiro vai além das multas contratuais
Análise detalhada dos jogos em que JP foi expulso revela prejuízo ainda maior para o Vasco. Em 2024, o clube perdeu cinco partidas nas quais o jogador foi expulso no primeiro tempo, resultando em eliminação precoce da Copa do Brasil e perda de R$ 3,2 milhões em premiação. O técnico Rafael Paiva precisou alterar o esquema tático em 12 oportunidades devido às suspensões do meia, impactando o rendimento da equipe em momentos cruciais da temporada.
O departamento de análise de desempenho do Vasco calcula que o aproveitamento da equipe cai de 58% para 31% nos jogos em que JP cumpre suspensão por cartão vermelho. Dados mostram que o clube venceu apenas três das 11 partidas disputadas sem o jogador por motivos disciplinares, perdendo posições importantes no Campeonato Brasileiro e eliminações em copas nacionais.
Renovação contratual em xeque
Fontes próximas à diretoria vascaína revelam que o comportamento de JP tem sido tema de discussões internas sobre uma possível renovação antecipada do contrato. O atual acordo prevê cláusula de quebra automática caso o jogador atinja 20 cartões vermelhos durante a vigência do vínculo. Com 14 expulsões contabilizadas, resta margem de apenas seis cartões até dezembro de 2026.
O presidente Pedrinho convocou reunião extraordinária para a próxima semana com o empresário do jogador, Eduardo Maluf, para discutir medidas disciplinares adicionais. A pauta inclui possível redução salarial de 15% e inserção de nova cláusula que limita a três o número de expulsões por temporada. Caso ultrapassado o limite, o Vasco teria direito de rescindir unilateralmente o contrato sem pagamento de multa rescisória.
JP retorna aos treinos na segunda-feira após cumprir suspensão automática de um jogo. O Vasco enfrenta o Atlético-MG no próximo sábado, às 19h, em São Januário, necessitando da vitória para se manter na zona de classificação para a Copa Sul-Americana de 2025.

