A sequência de lesões musculares que atormenta Estêvão no Chelsea ganhou contornos dramáticos para a Seleção Brasileira. O jovem de 18 anos sofreu uma ruptura muscular grau 4 na coxa durante a derrota por 1 a 0 para o Manchester United, lesão que o afastará dos gramados até a próxima temporada europeia. Com isso, o atacante perde a Copa do Mundo de 2026, deixando Carlo Ancelotti sem uma das principais apostas ofensivas para o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre fevereiro e março deste ano, Estêvão já havia desfalcado o Chelsea por seis partidas devido a problemas musculares. O retorno durou apenas quatro jogos antes da nova contusão, evidenciando um padrão preocupante de fragilidade física que começou logo após sua chegada ao futebol inglês. O técnico Liam Rosenior revelou que o brasileiro chorou nos vestiários mesmo antes de conhecer a gravidade do diagnóstico, demonstrando a consciência do impacto da lesão em seus planos.
Vaga aberta na lista de 26
Na Era Ancelotti, Estêvão disputou sete partidas pela Amarelinha, marcando cinco gols e consolidando-se como titular absoluto no esquema 4-3-3 do técnico italiano. Sua ausência obriga a CBF a recalibrar completamente os planos táticos para 2026, já que o jovem era visto como peça fundamental na transição ofensiva e criação pelo lado direito.

"O jovem de 18 anos chorou nos vestiários, mesmo antes de saber a gravidade do problema", revelou o técnico do Chelsea, Liam Rosenior
Luiz Henrique, do Botafogo, desponta como principal cotado para herdar a vaga entre os 26 convocados. O atacante de 23 anos vem sendo monitorado pela comissão técnica desde as conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2024, quando marcou 12 gols em 55 partidas. Outros nomes como Savinho (Manchester City) e até mesmo Neymar ganham força no debate interno da seleção, segundo apuração do SportNavo junto a fontes da CBF.
Impacto financeiro e esportivo para o Chelsea
A lesão representa também um revés financeiro significativo para o Chelsea, que investiu 61,5 milhões de euros na contratação de Estêvão junto ao Palmeiras em agosto de 2024. O clube londrino apostava no jovem como peça central de sua reestruturação ofensiva para as próximas temporadas, especialmente após as saídas de Raheem Sterling e outros veteranos.
Desde sua chegada à Premier League, Estêvão disputou apenas 18 partidas oficiais, marcando quatro gols e distribuindo duas assistências. Os números, embora modestos em quantidade, refletiam uma adaptação promissora ao futebol inglês antes da sequência de contusões que culminou na atual ruptura muscular.
Cenário de reposições na Seleção
A ausência de Estêvão força Ancelotti a acelerar o processo de observação de alternativas para o ataque. Endrick, do Real Madrid, ganha protagonismo automático como única jovem promessa disponível, enquanto veteranos como Raphinha (Barcelona) e Rodrygo (Real Madrid) podem ser chamados a assumir maior responsabilidade ofensiva.
O técnico italiano já sinalizou internamente que pretende manter o esquema 4-3-3, mas com ajustes na distribuição de funções. A tendência é que Vinicius Jr. ganhe mais liberdade para flutuar entre as pontas, enquanto o substituto de Estêvão precisará oferecer características mais próximas de um ponta tradicional.
Para Estêvão, aos 18 anos, a lesão representa um golpe duro em sua carreira ascendente, mas não definitivo. A Copa de 2030 surge como nova meta, embora a concorrência brasileira no setor ofensivo prometa ser ainda mais acirrada nos próximos quatro anos. A Seleção volta a campo em março para os amistosos preparatórios, quando Ancelotti deve testar as alternativas para a vaga do jovem atacante.

