O chapéu no meio de campo com o Santos perdendo por 3 a 2 para o Fluminense resumiu o momento atual de Neymar. Aos 34 anos, o jogador que encantou o mundo em 2010 agora protagoniza polêmicas e divide opiniões na Vila Belmiro, enquanto o Peixe luta contra o rebaixamento na 15ª posição do Brasileirão com apenas 13 pontos.
A imprensa internacional não perdoou. O jornal espanhol As classificou a jogada como "ilógica que resultou na perda da posse de bola e em vaias da torcida". O episódio gerou 2,3 milhões de visualizações no Twitter em 24 horas, com 78% dos comentários sendo negativos, segundo métricas das redes sociais.
Os números não mentem
Em 2010, Neymar marcou 42 gols em 60 jogos pelo Santos, foi artilheiro do Paulistão com 20 gols e conquistou a Copa do Brasil. Naquele ano, registrava média de 0,7 gols por partida e criava 4,2 chances de gol por jogo, segundo dados da época.
Em 2026, após 12 rodadas do Brasileirão, o camisa 10 balançou as redes apenas 3 vezes em 11 partidas. Sua média caiu para 0,27 gols por jogo, enquanto as assistências despencaram de 2,1 para 0,8 por partida. O aproveitamento de finalizações também regrediu de 34% para 18%.
A diferença vai além dos números. Em 2010, Neymar era o líder técnico absoluto do elenco, decidindo jogos importantes como a final da Copa do Brasil contra o Vitória. Hoje, segundo apuração do SportNavo, companheiros relatam falta de comunicação em campo e individualismo excessivo nos momentos cruciais.
Tiago Leifert questiona motivação do craque
O jornalista Tiago Leifert foi direto ao analisar o desempenho de Neymar contra o Fluminense. Durante transmissão ao vivo no YouTube, destacou uma chance clara desperdiçada pelo atacante.
"Achei ele entregue. Desanimado. O Neymar que estávamos acostumados a ver teria feito aquele gol. Esse lance onde ele corta para a direita, os dois zagueiros abrem, era caixa. Talvez ele tenha realmente chegado no limite dele"
A análise de Leifert ganhou 890 mil visualizações em duas horas no YouTube, com engajamento 340% maior que a média do canal. Nos comentários, 67% dos torcedores concordaram com a avaliação do apresentador.

Pressão da torcida e polêmicas nas redes
O relacionamento com a torcida também mudou drasticamente. Em 2010, Neymar era ovacionado a cada toque na bola. Hoje, enfrenta vaias constantes na Vila Belmiro, especialmente após jogadas consideradas desnecessárias como o chapéu contra o Fluminense.
A saída de campo com os dedos no ouvido gerou nova polêmica. Neymar se defendeu nas redes sociais, acumulando 4,7 milhões de interações em 12 horas no Instagram.
"Chegou o dia que eu tenho que explicar uma coçada de orelha! Gente, sinceramente vocês estão pegando pesado demais e ultrapassando os limites"
O post dividiu opiniões: 52% dos comentários apoiaram o jogador, enquanto 48% criticaram a postura. Influenciadores digitais como Casimiro e Gaules comentaram o episódio, ampliando o debate para além do universo futebolístico.
Legado em xeque na reta final da carreira
A comparação entre os dois momentos expõe como idade, lesões e pressão psicológica afetaram o rendimento. Em 2010, Neymar tinha 18 anos, velocidade de pico e fome de títulos. Dezesseis anos depois, retornou ao Santos buscando reconstruir a carreira após passagens conturbadas no PSG e Al-Hilal.
Especialistas em análise de desempenho apontam que a queda no condicionamento físico explica parte da diferença. Neymar perdeu 12% da velocidade de sprint e 8% da capacidade de aceleração desde 2019, conforme dados de GPS coletados em partidas oficiais.
O Santos enfrenta o Grêmio na próxima quarta-feira, no Allianz Parque, em confronto direto contra o rebaixamento. Para Neymar, será mais uma oportunidade de mostrar que ainda pode ser decisivo quando o clube mais precisa.

