A ausência de Lucho Acosta forçou Zubeldía a repensar o meio-campo do Fluminense contra o Santos. O técnico apostou no tripé de volantes com Bernal, Alisson e Hércules, solução que funcionou na vitória por 3 a 2 na Vila Belmiro. Foi a primeira vez que Alisson atuou nessa função específica no esquema tricolor.
Alisson estreia no tripé e convence
A experiência inédita de Alisson como terceiro volante chamou atenção. Habituado a atuar mais avançado, o jogador se adaptou rapidamente às funções defensivas. Zubeldía destacou o desempenho coletivo do setor, que compensou as ausências de Martinelli e do próprio Lucho Acosta.
"Hoje foi a primeira experiência de Alisson em um tripé. Por um momento, fomos bem. Santos aproveitou jogadas pontuais em que estávamos abertos, uma, duas ou três vezes, mas a quarta não puderam aproveitar", explicou o treinador em coletiva.
O trio formado por Bernal, Alisson e Hércules garantiu controle de posse e transições mais seguras. Segundo apuração do SportNavo, essa formação permite maior cobertura defensiva e facilita a progressão pelos laterais, elementos fundamentais no sistema de Zubeldía.
Plantel forte permite variações táticas
O técnico argentino elogiou a qualidade do elenco tricolor, que permite diferentes formações conforme as necessidades. Com Martinelli, Nonato e Lima, o Fluminense já havia utilizado o tripé de volantes anteriormente. Agora, Alisson surge como nova opção para essa função.
"Cabe destacar aqui o que eu falava com Mário (Bittencourt), que hoje em dia se ganha no plantel. Tínhamos ausências, como Martinelli, Lucho, Canobbio... Isso tudo significa que temos um bom plantel", ressaltou Zubeldía.
As 14 vitórias em 24 jogos de 2026 colocam o Fluminense com aproveitamento de 65,2%. O clube busca superar as 43 vitórias de 2022, melhor marca no século XXI. John Kennedy, autor do gol da vitória, chegou aos 31 gols pelo clube e empatou com Pedro entre artilheiros formados em Xerém.
Opções táticas se multiplicam
Zubeldía listou as possibilidades que tem à disposição no meio-campo. Além do tripé de volantes, o time pode atuar no 4-2-3-1 com Ganso como meia de ligação ou apostar em dois atacantes com Paulo Henrique centralizado. Essas variações dependem do adversário e do momento da partida.
A versatilidade tática ficou evidente na entrada de Riquelme aos 32 minutos do segundo tempo. O jovem de Xerém contribuiu com a pré-assistência para o gol de John Kennedy, mostrando que as opções do banco também podem decidir jogos importantes.

O resultado contra o Santos quebrou sequência de duas derrotas consecutivas - Flamengo no Brasileirão e Independiente Rivadavia na Copa Sul-Americana. A vitória mantém o Fluminense na briga pela parte superior da tabela e confirma a eficácia das mudanças táticas implementadas.
Próximos desafios testam adaptação
Com Lucho Acosta ainda em recuperação, o tripé de volantes pode ser mantido nos próximos compromissos. A lesão do colombiano abre espaço para consolidar Alisson na nova função e testar outras variações no meio-campo tricolor.
O Fluminense enfrenta sequência de jogos decisivos no Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. A adaptação tática de Zubeldía surge no momento certo, oferecendo alternativas para diferentes cenários de jogo e mantendo a competitividade mesmo com desfalques importantes no plantel.

