Onze pontos de bloqueio contra apenas três do adversário. Esse número resume o que aconteceu na noite de segunda-feira, 27 de abril, no ginásio do UTC em Uberlândia: o Vôlei Renata desmontou o Praia Clube por 3 sets a 0 — parciais de 27-25, 25-18 e 25-19 — e selou a vaga na final da Superliga Masculina com uma campanha de playoffs sem concessões, eliminando o rival por 2 a 0 na série melhor de três.
Uma campanha de semifinal sem margem para o adversário
A série contra o Praia Clube não deixou margem para suspense. Na primeira partida, disputada em Campinas, o Vôlei Renata já havia vencido por 3 a 1. Na segunda, em território mineiro, repetiu a dominância e fechou o confronto com autoridade. O time campineiro, segundo colocado na classificação geral da fase de grupos, confirma que a regularidade na temporada regular se converteu em desempenho qualificado nos playoffs — padrão que a equipe mantém há três temporadas consecutivas chegando à decisão.
No jogo desta segunda, o técnico Horacio Dileo precisou pedir tempo no terceiro set quando o Praia abriu 8 a 5 após escalação alternativa do adversário com Celestino e Forster. A reação foi rápida: o Renata virou em 10 a 9, ampliou para 13 a 9 em sequência de erros praianhos e não soltou mais o controle do set, fechando em 25-19.
Adriano comanda, Bruninho recebe troféu e o bloqueio decide
O ponteiro Adriano foi o maior pontuador da partida, com 18 pontos — 16 de ataque e 2 de bloqueio —, número que o coloca entre os principais artilheiros dos playoffs da edição. Do lado do Praia, o oposto Franco tentou reagir com 13 acertos, mas ficou isolado sem suporte coletivo. O levantador Bruninho recebeu o Troféu VivaVôlei, reconhecimento ao melhor em quadra, consolidando sua liderança na armação do jogo.
O fundamento que mais separou as equipes foi o bloqueio. A proporção de 11 a 3 em favor do Renata ao longo dos três sets evidencia um trabalho técnico de posicionamento de mãos e leitura de ataque adversário que, conforme levantamento do SportNavo, figura entre os melhores índices registrados em semifinais da Superliga Masculina nesta década. Nos playoffs, o bloqueio eficaz costuma ser o principal diferencial entre equipes tecnicamente equilibradas — e o Renata entregou isso com consistência.
Quarta final, terceira consecutiva e o peso do título inédito
A história do Vôlei Renata nas últimas temporadas é de um time que aprendeu a chegar, mas ainda não conquistou o troféu máximo. Esta é a quarta final da equipe na Superliga Masculina e a terceira em sequência, trajetória que poucos clubes brasileiros acumulam. Nas duas finais anteriores consecutivas, o título escorregou. Agora, com um elenco que inclui o armador Bruninho, o oposto Judson, o central Matheus Pinta, o ponteiro Maurício Borges e a libero referência Lukinha, o time chega mais maduro e com a confiança de quem não perdeu um set sequer na semifinal.

Nas palavras do técnico Horacio Dileo, a equipe executou exatamente o plano de jogo traçado para a série, especialmente na eficiência do sistema de bloqueio-defesa, que reduziu drasticamente as opções ofensivas do adversário nas diagonais.
"A gente sabia que precisava controlar o ataque deles com o bloqueio. Quando o bloqueio funciona assim, o time todo joga mais tranquilo", destacou Dileo após a vitória no UTC.
Final no Ibirapuera e o adversário que vem de Belo Horizonte
O Vôlei Renata aguardava, ainda na noite desta segunda-feira, a definição do seu adversário na final. Sada Cruzeiro e Itambé Minas jogaram às 21h na Arena UniBH, em Belo Horizonte, com o time celeste liderando a série por 1 a 0 depois de vencer o primeiro confronto. O Cruzeiro, líder da fase classificatória, chegaria à final como favorito; o Minas, como uma virada de script.
A análise do SportNavo aponta que, independentemente do adversário, o Renata entra com um diferencial logístico relevante: a final será em jogo único no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 10 de maio, domingo, às 10h. A proximidade geográfica com Campinas, sede do clube, pode render uma torcida mais expressiva e um ambiente favorável ao time campineiro — fator que historicamente pesa em decisões de jogo único no vôlei nacional.
"Três finais consecutivas mostram que esse grupo é consistente. A gente quer muito esse título para Campinas", afirmou o ponteiro Adriano, artilheiro do jogo com 18 pontos.
A bola sobe no Ibirapuera no dia 10 de maio, às 10h da manhã. O Vôlei Renata enfrenta o vencedor do confronto entre Sada Cruzeiro e Itambé Minas em busca do primeiro título da Superliga Masculina em sua história — a pressão é real, o palco está montado e o time nunca chegou tão preparado ao momento decisivo.








