A fratura em duas costelas sofrida por Lucas Moura no confronto contra o Atlético Mineiro, em 18 de março, custou ao São Paulo muito mais que 35 dias de ausência. Durante o período em que o camisa 7 esteve afastado, o Tricolor disputou nove partidas pelo Campeonato Paulista, conquistando apenas 11 dos 27 pontos possíveis - um aproveitamento de 40,7% que contrastou drasticamente com o desempenho quando Lucas estava disponível.
Números revelam dependência do atacante
Antes da lesão, o São Paulo havia disputado sete jogos no Paulistão com Lucas Moura em campo, obtendo cinco vitórias e dois empates - aproveitamento de 80,9%. Após o afastamento, foram apenas três vitórias, dois empates e quatro derrotas nos nove compromissos seguintes. A média de gols por jogo também despencou de 1,8 para 1,2 sem o ex-PSG.
Os dados coletados pelo SportNavo mostram que Lucas havia participado diretamente de 60% dos gols do time no estadual até se machucar, com três tentos marcados e duas assistências em sete aparições. Sua ausência coincidiu com o período mais irregular da equipe na competição, incluindo derrotas para Novorizontino (2-1) e Palmeiras (2-1) que custaram a liderança.
O atacante Ferreira, que também retornou aos gramados do CT da Barra Funda nesta quinta-feira após três jogos ausente por edema na coxa esquerda, não conseguiu suprir completamente a lacuna deixada. Em quatro partidas como titular no período, registrou apenas um gol e nenhuma assistência.
Retorno gradual após liberação médica
Aos 32 anos, Lucas Moura iniciou a fase de transição física após ser liberado pelo departamento médico tricolor. Segundo informações do clube, o camisa 7 realizou atividades no gramado ao lado de Ferreira, trabalhando especificamente na recuperação da condição física ideal.
A lesão representou o maior período de afastamento do atacante desde que retornou ao Brasil, em janeiro de 2023. Nas duas temporadas anteriores, Lucas havia perdido apenas cinco jogos por problemas físicos menores, demonstrando a gravidade da fratura costal sofrida no Morumbi.
Impacto tático da ausência
Sem Lucas Moura, o técnico Roger Machado precisou reformular o setor ofensivo, alternando entre diferentes formações. O time perdeu mobilidade pelas pontas e capacidade de finalização de média distância - especialidade do ex-internacional brasileiro. A análise tática revela queda de 23% na efetividade dos cruzamentos e 31% menos chutes de fora da área.
O volante Bobadilla, recuperado de gastroenterocolite, e o lateral Enzo Díaz, que trabalhou de forma individualizada após desgaste elevado, também participaram dos trabalhos desta quinta-feira. A comissão técnica encerrou a atividade com exercícios de cruzamentos e finalizações, preparando o elenco para o próximo compromisso.
Expectativas para sequência decisiva
Com o retorno iminente de Lucas Moura, o São Paulo busca recuperar a consistência perdida durante sua ausência. O atacante deverá passar por pelo menos mais uma semana de preparação antes de ser relacionado, segundo o protocolo médico estabelecido para fraturas costais.
O Tricolor volta aos treinamentos na sexta-feira para definir os últimos detalhes antes do confronto contra o Mirassol, em Campinas, no sábado. A partida marca o início de uma sequência de seis jogos que pode definir as ambições do clube na temporada, incluindo duelos decisivos pela Copa do Brasil e Libertadores.








