O confronto entre Botafogo-SP e São Bernardo em Ribeirão Preto representa mais que três pontos na tabela da Série B. A cidade registra movimentação econômica de R$ 350 mil em média por jogo do Pantera no Estádio Santa Cruz, segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto.
Dados da Secretaria Municipal de Turismo apontam ocupação hoteleira de 85% nos finais de semana com jogos do Botafogo-SP. Em dias normais, a taxa fica em 62%. A diferença de 23 pontos percentuais injeta R$ 120 mil extras na rede hoteleira a cada partida.
Torcida visitante aquece comércio local
O São Bernardo trouxe cerca de 800 torcedores para o confronto, movimento que aquece restaurantes e bares no entorno do estádio. O Bar do Zé, tradicional point dos torcedores há 15 anos, registra faturamento 40% maior nos dias de jogo.
"Vendemos 300 cervejas a mais quando tem jogo grande. É o combustível do nosso negócio", revela José Carlos Ferreira, proprietário do estabelecimento.
A Prefeitura estima arrecadação adicional de R$ 45 mil em ISS (Imposto Sobre Serviços) por partida. O valor considera movimentação em bares, restaurantes, hotéis e transporte por aplicativo durante os jogos da Série B.
Série B supera expectativas de público
O Botafogo-SP registra média de 4.200 torcedores por jogo em casa na atual temporada da Série B. O número representa crescimento de 18% comparado à última campanha na competição, quando a média ficou em 3.560 pagantes.
Cada torcedor gasta em média R$ 65 por partida na cidade, incluindo ingresso, alimentação e transporte. O cálculo considera pesquisa realizada pela Universidade de Ribeirão Preto com 500 frequentadores do estádio durante seis jogos consecutivos.
A hashtag #BotafogoSP acumula 2,3 milhões de interações no Instagram durante a temporada 2024. O engajamento digital se traduz em visibilidade para patrocinadores locais, com 15 empresas da região estampando marca no uniforme do clube.
Interior paulista e o futebol de acesso
Ribeirão Preto integra rede de 12 cidades do interior paulista que sediam jogos regulares da Série B. Estudo da Fundação Seade mostra que esses municípios movimentam R$ 180 milhões anuais com o futebol de divisão de acesso.
O Guarani, em Campinas, lidera o ranking de impacto econômico com R$ 8,2 milhões por temporada. Ponte Preta (Campinas) e Mirassol completam o top 3, com R$ 6,1 milhões e R$ 4,7 milhões respectivamente.
"Série B é vitrine para o interior. Mostra que futebol de qualidade não existe só na capital", analisa Marcus Vinícius Santos, coordenador do curso de Gestão Esportiva da USP Ribeirão Preto.
O streaming da Série B registra 340 mil visualizações médias por jogo, com 23% da audiência concentrada no interior paulista. Dados da TV Brasil mostram crescimento de 15% na audiência regional comparado à temporada anterior.
As próximas rodadas definirão o futuro do Botafogo-SP na competição. O clube ocupa a 8ª posição com 42 pontos e ainda luta pelo acesso à Série A. O próximo compromisso será contra o Ceará, na terça-feira, às 19h, no Castelão, em confronto direto pela zona de classificação.

